segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Suspeito se mata em frente a Oficial de Justiça durante cumprimento de mandado no Tocantins

O campo de atuação de um Oficial de Justiça é bem maior do que simplesmente cumprir mandados de notificações judiciais, e isso pode gerar situações de riscos para esses profissionais.

A Oficial de Justiça de Colinas (TO), Antônia Rodrigues Sena, presenciou a morte de um suspeito durante a execução de mandado, na noite deste domingo, 17.

Para o colega de profissão, Abiran Pereira Barros, o fato gerou preocupação por parte dos oficiais de Justiça. “A situação aconteceu ontem, durante o cumprimento de execução de um mandado. O agressor, ao se recusar a sair de casa, acabou se matando na frente da colega, com duas tesouradas no abdômen. A Antônia está muito abalada com o fato, pois ela presenciou tudo. Estamos bastante preocupados com a saúde dela”, desabafou.

Segundo a presidente do Sindojus-TO, Luana Gonçalves, o sindicato dará todo o apoio à servidora. “Daremos todo o auxílio para a Antônia. Casos como este traz a tona os riscos para esses profissionais. Na maioria dos casos, os Oficiais de Justiça se veem em situações conflituosas, por levarem as execuções de ordem judicial. Eles vão até a região de conflito e ficam muito expostos, e a medida protetiva é sempre difícil. É possível que se ela não estivesse acompanhada por policias o suspeito tivesse atentado contra a sua vida”, esclareceu.

Trabalho

O trabalho de um Oficial de Justiça é essencial para a sociedade, e qualquer pessoa que esteja envolvida em alguma ação judicial irá receber a visita deles, seja para uma simples notificação ou para cumprir uma ação de despejo ou reintegração de posse. Só no Estado são 174 profissionais filiados ao Sindicato.

10 comentários:

  1. Da mesma forma, o agressor poderia ter se voltado contra a colega. Inaceitável trabalharmos sem equipamentos de proteção individual, treinamento de gerenciamento de crises. O que estamos esperando?

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    1. E os TJ's estão pouco se importando conosco, a juízada manda e nós que temos que nos virar, sem arma para nós defender, e polícia torcendo para eles virem para o nosso lado, pois o ciúmes é grande.

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  2. Sou Oficial de Justiça também e já passei por algumas situações de risco, como p.ex. evadir do local em razão de réu ameaçar com enxada, invasores de terra armados, intimar traficante armado, e assim por diante. De fato temos que estar sempre precavidos para qualquer ocorrência.

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    1. Ninguém está nem aí conosco, nem juiz e muito menos os TJ, e o.povo ainda acha que ganhamos muito. Deus me livre dessa profissão do capeta.

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  3. Tenho 37 anos que estou trabalhando no Tribunal de Justiça do estado de Goiás, na função efetiva do cargo de oficial de justiça há 35 anos.
    E muito triste essa situação da colega, e creio que todos nós ofiais já passamos por situações dificeis e perigosas.
    Foram vários vezes que corri risco de morte, já sofri ameaças e não tenho liberdade de andar nas ruas como uma pessoa comum. Nossos sindicatos tem que se unir no Brasil todo e tomar decisões dragicas urgentemente.

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  4. Treino é treino e jogo é jogo. A nossa categoria tem que parar de agir como amador e começar a jogar como profissional. Não interessa se individualmente eu sou a favor ou contra o porte, o que interessa é que isso é bom pra nossa categoria como um todo. Por isso, eu penso que a gente tem que entrar solando atrás desse benefício. Nós temos aí um presidente a favor do porte, temos no congresso uma bancada da bala considerável, um ministro da justiça oriundo do poder judiciário, o que que a gente precisa mais pra garantir esse gol?

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