terça-feira, 3 de janeiro de 2012

03/01/2012 - Noticiário Jurídico

A Justiça e o Direito nos jornais desta terça

Investigação de Juízes
Reportagem do jornal Valor Econômico conta que o número de juízes investigados pelos tribunais do país aumentou em mais de 1 mil em cerca de um mês. Eram 693 investigações, em 14 de novembro de 2011, quando o Conselho Nacional de Justiça passou a fazer um levantamento de todos os processos disciplinares e sindicâncias contra magistrados. Hoje, há 1.710 juízes sob suspeita, segundo informações que são transmitidas pelos próprios tribunais ao CNJ.

Pagamentos e bens
O novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, anunciou que vai instaurar procedimento para verificar pagamentos antecipados a magistrados e o fato de 45% de seus pares não terem apresentado à corte suas declarações de bens. "Aqui no TJ nós temos investigado tudo, aqui não há o que não passa", afirmou o desembargador, ao ser indagado sobre casos de magistrados que receberam quantias elevadas de uma só vez. As informações estão nos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Jornal do Brasil.

Garantias constitucionais
O desembargador Ivan Sartori declarou que sofre "patrulhamento ideológico" porque cobra do CNJ que respeite as garantias constitucionais. Em nota, Sartori argumentou: "Não aceito, absolutamente, o patrulhamento ideológico que se vem estabelecendo no trato do tema, haja vista textos equivocados e declarações públicas a denegrirem e hostilizarem todos aqueles que ousam divergir da tese que defendem". A notícia está nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

COLUNAS
Gestão de precatórios
A colunista Mônica Bergamo escreve no jornal Folha de S.Paulo que “a OAB-SP vai aproveitar a revelação dos pagamentos de retroativos de até R$ 1 milhão para desembargadores do TJ-SP para pedir urgência na criação de um Comitê Gestor de Precatórios. "Enquanto milhares de credores passam anos tentando receber, fica a dúvida se foi seguido o rito judicial e a ordem cronológica de pagamentos para esses magistrados", diz Flávio Brando, da Comissão de precatórios da OAB”.

Menos julgamentos
A colunista Marina Diana escreve no blog Leis  e Negócios, do portal IG, que “envolvido no julgamento de casos polêmicos como a Lei da Ficha Limpa, o Supremo Tribunal Federal encerrou o ano com 13% a menos de casos julgados em comparação com 2010. Isso se explica em parte porque também o número de processos foram distribuídos no STF também sofreu queda: de 41.014 para 35.476. Até hoje, o maior número de processos julgados no Supremo aconteceu em 2007 com 159.522 casos”.

OPINIÃO
Parto de algemas
“Algemar mulheres durante o parto constitui um claro caso de tortura; essa prática pode ensejar a responsabilização jurídica internacional do país”, escrevem os criminalistas Sérgio Shecaira e Fernanda Penteado Balera no jornal Folha de S.Paulo. Segundo eles, “o uso de algemas ou calcetas durante o parto constitui apenas uma das violações aos direitos de maternidade nesse cenário. Além da separação repentina de suas crianças, muitas mulheres presas têm seus filhos retirados de suas famílias e adotados por outras de maneira não raramente ilegal, pois nem sequer são ouvidas pela Justiça, ignorando-se o direito de crianças de conviverem com sua família biológica”.
Revista Consultor Jurídico, 3 de janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O fracasso da FOJEBRA e o surgimento da FENOJUS


A FOJEBRA foi fundada em 08 de outubro de 2006, com finalidade associativa e de representação dos Oficiais de Justiça de todos os Estados do Brasil.

O início das atividades da Fojebra foi empolgante e logo foi lançado o Dia Nacional de Lutas dos Oficiais de Justiça e no dia 25 de março de 2009, mais de 600 oficiais de Justiça estiveram em Brasília/DF no primeiro dia nacional de lutas.  Foi um dia de muito entusiasmo e esperança para os oficiais de Justiça. Na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, com a presença do Senador Paulo Paim, todos nós ouvimos promessa de empenho e votação de projetos de leis em benefício dos oficiais de Justiça, entre os quais: porte de arma, nível superior e aposentadoria especial.

No entanto, passaram-se dias, meses e anos e nenhum projeto de lei foi aprovado e sancionado pela presidência da República que beneficiasse a categoria dos oficiais de Justiça brasileiros.

A direção da Fojebra, empolgada e de forma exagerada levaram em 2009 e nos anos seguintes 25 reivindicações para o Dia Nacional de Lutas dos Oficiais de Justiça. São tantos que não arrisco a mencionar todos, pois este texto ficaria muito longo, mas poderão ser vistos clicando AQUI.

Tenho certeza que a FOJEBRA poderia ter até mais de 25 reivindicações, mas deveria eleger no máximo cinco pontos prioritários e lutar por eles, pois duvido se exista algum oficial de Justiça no Brasil, inclusive o presidente da FOJEBRA, que saiba de cor os vinte e cinco pedidos/reivindicações publicados e levados para o Dia Nacional de Lutas dos Oficiais de Justiça desde 2009.

Acredito que Gratificação de risco de vida, porte de arma, aposentadoria especial, nível superior (falta poucos Estados) e remuneração digna são os principais pontos que atendam o anseio da maioria dos oficiais de Justiça do Brasil, podendo haver alguma divergência.

No dia 19 de janeiro deste ano (2012) será fundada a FENOJUS, nova Federação dos oficiais de Justiça do Brasil, uma entidade que promete ser forte, pois terá mais recursos financeiros ao ser formada somente por sindicatos e todos os Estados brasileiros estão fundando sindicatos exclusivos de oficiais de Justiça.

As associações que não se transformarem em sindicatos de oficiais de justiça vão perder a representatividade da classe, pois basta outros oficiais fundarem o sindicato e caso isso não ocorra a própria FENOJUS poderá incentivar e auxiliar os oficiais de justiça a fundarem o sindicato próprio nos estados, abandonando associações antigas e arcaicas.

Os oficiais de Justiça do Brasil têm grande esperança que a FENOJUS represente a categoria com firmeza e eficiência e consiga obter vitória nos principais pleitos da categoria, tais como porte de arma, aposentadoria especial, nível superior, entre outros.

InfoJus BRASIL é sucesso

O blog InfoJus BRASIL iniciou suas atividades em 15 de outubro de 2011 e até o dia 02/01/2012 às 18:00 horas teve 8.670 acessos/visitas. Somente no mês de novembro/2011 foram 3.532 visitas e em dezembro de 2011 foram mais 3.194 visitas.

Agradecemos a todos por visitar o blog de informações dos oficiais de Justiça e esperamos cada vez mais trazer informações úteis ao oficialato brasileiro.

O contador de acessos se encontra disponível no blog. 

InfoJus BRASIL: a verdade em primeiro lugar.

Atualizando (23/06/2012) já são mais de 8.000 visitas/mês e aumentando a cada dia.

CEARÁ: Oficiais de Justiça criticam posição do Governo do Estado

Para João Batista Fernandes, diretor de Formação Sindical do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus-Ce), o discurso do procurador geral do Estado, Fernando Oliveira, minimiza a crise entre o Poder Judiciário e o Executivo. "As emendas propostas pelo Executivo são ilegais, inconstitucionais e eu diria até imorais, porque foram tomadas sem o conhecimento do gestor dessas contas, o que inviabiliza totalmente a administração do Judiciário”. 

Segundo ele, considerando a verba de pessoal e encargos sociais, o corte foi de R$ 107.568.000, sendo que a Lei Orçamentária Anual (LOA), previa um custo de R$ 570,467.087. “Relatório de gestão do Judiciário de setembro de 2010 a agosto de 2011 mostra que já foram gastos 485.968.305, e a verba reduziu-se a 462.899.07. Portanto, para 2012, não há verba para a pagar a folha de pessoal”, destaca.

Dessa forma, o Judiciário não teria recursos também para ampliar o número de servidores. Para Batista, a promessa de suplementação já foi discutida e não foi executada.

“Portanto, o Poder Judiciário tem de ir de pires na mão pedir suplementação de verba que é assegurada através da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Constituição Estadual e Federal, que determinam a independência administrativa e financeira do Judiciário”, argumenta.

FONTE: http://www.opovo.com.br

MATO GROSSO: Recurso tenta provar no STF ilegalidade de 109 nomeações no Tribunal de Justiça

Edilson Almeida
Redação 24 Horas News

 

A Advocacia-Geral da União  encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) recurso contra decisão que suspende o posicionamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo cancelamento da nomeação irregular de candidatos de concurso realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O concurso nomeou 109 funcionparios, entre oficial de Justiça, escrivão e Oficial Escrevente. A liminar contra a decisão do CNJ  foi concedida em ação proposta pelo Estado do Mato Grosso.

No agravo, a a AGU afirmou que o artigo 37, inciso III, da Constituição Federal definiu o prazo de validade do concurso em dois anos, prorrogável por igual período; ou seja, o prazo máximo de validade do concurso público é de quatro anos.  "Este prazo, como se sabe, possui caráter decadencial, não estando sujeito, portanto, à suspensão, interrupção ou à discricionariedade do administrador público", explica o recurso.

Em outras palavras, a Portaria nº 058/2003/CM, que suspendeu o prazo de validade dos concursos do TJ,  desconsidera essa regra e viola a Constituição. "E, sendo a citada Portaria um ato que viola dispositivo expresso da Constituição Federal, não produz nenhum efeito jurídico", diz a peça. Além disso, a jurisprudência do STF também é nesse sentido.

A publicação da homologação do Concurso para Assistente Social e Psicólogo, para Agente Judiciário, Telefonista e Agente de Serviços, bem como aquele realizado para Escrivão, Oficial Escrevente, Oficial de Justiça, Avaliador e Depositário e Porteiro dos Auditórios do Fórum Criminal da Comarca de Cuiabá/MT se deu em 10 de agosto de 2000. Com a prorrogação, o prazo de validade expirou em 11 de agosto de 2004.

Para o CNH o TJ usou de estratagema para escamotear os prazos de validade dos concursos, ao suspendê-los por diversas vezes.

A AGU esclareceu, ainda, que o Supremo já decidiu que não existe prazo para o controle, pelo Conselho Nacional de Justiça, de atos administrativos inconstitucionais.  Por fim, pede que seja reconsiderada a liminar que suspendeu a decisão do CNJ, além do ingresso da União na ação.

Fonte: http://www.24horasnews.com.br

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