quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Preso suspeito de matar oficial de justiça, em Barra do Piraí


Dicler de Mello e Souza
Barra do Piraí

Marco Antônio Dantas Mattos Dias, de 51 anos, foi preso na noite de terça-feira (11), suspeito de ter assassinado com dois tiros no mesmo dia, o oficial de justiça Francisco Pereira Ladislau Neto, de 25 anos. O crime foi no sítio do acusado às margens da BR-393 (Rodovia Lúcio Meira), Km 255, no bairro Belvedere da Taquara, em Barra do Piraí. 

O delegado titular da 88º DO, Raul Morgado, disse que Marco Antônio surtou ao receber do oficial de justiça por volta das 13h30 de terça-feira, intimação de uma ação trabalhista, possivelmente de um empregado que trabalha na farmácia da mãe do suspeito. Em seguida, Marco Antônio atirou no jovem que mesmo ferido saiu correndo pela rodovia, mas acabou caindo no chão.


- Marco Antônio assumiu a direção do carro do oficial de justiça, o Fox Branco, placa ODL-8262, e ainda teria atropelado a vítima que morreu no local. No veículo havia várias intimações da Justiça trabalhista de Barra do Piraí. Montamos uma força tarefa entre as policiais Civil, Militar, Polícia Rodoviário Federal, e Polícia Federal, e conseguimos localizar o suspeito na casa de um sobrinho dele no bairro Química, também em Barra do Piraí. Uma câmera de segurança de uma firma que registrou o momento que ele fugia segurando uma pasta preta na mão, após abandonar o carro no bairro Coimbra, a três quilômetros do local onde estava o corpo do jovem - disse Morgado.

Ronaldo José

O delegado disse que a região onde o jovem atuava era tranquila, tanto assim, que o oficial de justiça foi entregar as intimações sozinho, ou seja, sem o auxílio de policiais militares. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a vítima tinha parado no posto policial da PRF para pedir informações, onde ficava o bairro Santo Antônio.

Segundo o policial, a família de Marco Antônio alegou que ele tem problema psiquiátrico, mas que a versão terá que ser comprovada por meio de um laudo médico. Morgado disse que, independente da informação ser verdadeira ou não, o acusado teve discernimento de pegar R$ 5 mil e seus documentos para tentar sair da cidade.

Marco Antônio foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e o instrumento que ele utilizou (revólver) impossibilitou a defesa da vítima. Ele será submetido a um exame de corpo de delito.

O pai da vítima, Francisco Ladislau, jornalista que trabalhou na TV Gazeta (afiliada a Rede Globo), que mora em Vitória, no Espírito Santo, postou ontem nas 20h18, no Facebook, que o filho estudou muito para ser oficial de justiça e do nada o mataram. "Cabe eu ir lá (IML de Barra do Piraí) reconhecer o corpo dele", lamentou Francisco.

NOTA DA PRESIDÊNCIA

A Presidência do TRT/RJ lamenta a morte do servidor Francisco Pereira Ladislau Neto, de 25 anos, ocorrida nesta terça-feira (11/11). Francisco tomou posse no dia 29 de agosto de 2014, no cargo de Analista Judiciário - Área Judiciária - Oficial de Justiça Avaliador Federal, após ser aprovado no concurso público de 2012. Desde então, estava lotado na Vara do Trabalho de Barra do Piraí.

A Presidência do Regional Fluminense dispensará à família o apoio que se fizer necessário neste momento difícil e se coloca à disposição das autoridades no sentido de colaborar para a elucidação do fato. 

InfoJus BRASIL

Fonte: Diário do Vale

3 comentários:

  1. Casos de violência à categoria se sucedem a casos, em uma escalada assustadora. Enquanto isso, no conforto de suntuosos gabinetes, ao abrigo seguro de toda gente, autoridades, pseudo sábios do direito e da vida, negam, sistematicamente, todas as justas reivindicações da classe, no que tange à condições que possibilitem, ainda que minimamente, o desempenho da função com segurança e dignidade. Recentemente o Ministro Barroso, do STF, proferiu voto de divergência (no que foi prontamente seguido pelo Min. Gilmar Mendes) em mandado de injunção pela aposentadoria especial, sustentando, com seu notável saber jurídico e falácia verborrágica, que a função de Oficial de Justiça tem risco eventual. Tal afirmação, parece querer confundir alhos com bugalhos. As agressões podem ser eventuais, mas o risco delas é evidentemente constante, e só não vê isso quem não quer ver. Afinal, indago respeitosamente ao Ministro se poderia afinal dizer quando seria o Oficial de Justiça agredido, assassinado, na execução de seu dever? Não é o constante risco de eventual agressão que blinda os senhores ministros e magistrados com reforçada segurança? Pode, uma vida valer menos que outra?. Acordemos senhores. Dia chegará em que o sangue indefeso que estampa manchetes, há de cobrar a responsabilidade pela omissão e contumácia dos que poderiam mudar o estado de coisas, mas simplesmente não o fazem.

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  2. Concordo plenamente com o colega. Será que isso vai ser considerado como atentado ao poder Judiciário???? Esperamos que seja tratado com o mesmo rigor que foi tratado o caso da MM. Juíza, Dra. Patricia Acioli. O OFICIAL DE JUSTIÇA é a longa manus do Juiz e, portanto, tal fato deve ser tratado com atentado ao Estado Juiz. Atentado ao Poder Judiciário. Esse crime hediondo precisar ser apurado com todo rigor. Isso é lamentável. Precisamos cobrar urgentemente medidas protetivas aos valorosos oficiais de justiça. Meus sinceros pêsames à família do Servidor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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