terça-feira, 19 de junho de 2018

Oficial de Justiça diz não encontrar Dilma, e depoimento do dia 29 em ação do sítio pode ser adiado

22.mar.2018 - Ex-presidentes Dilma e Lula durante caravana do petista pelo Sul do Brasil

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pode não depor mais no dia 29 de junho como testemunha de defesa do também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na ação do sítio de Atibaia (SP). 

Em documento juntado aos autos do processo nesta terça (19), uma oficial de justiça do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, afirma ter ido diversas vezes ao endereço onde encontraria Dilma para intimá-la sobre a data do depoimento, mas não pôde encontrá-la.

A oficial de justiça diz então ter sido informada por um assessor da filha de Dilma que a ex-presidente estaria em viagem no exterior, retornando ao Brasil apenas na primeira semana de julho. Procurada pelo UOL, a assessoria da ex-presidente afirmou que ela está na Inglaterra, onde participa como convidada do 5º Congresso Mundial da UNI, uma entidade sindical, e que deve voltar ao Brasil na terça-feira (26). A assessoria não soube informar, no entanto, se Dilma tem intenção de comparecer à audiência no dia 29. 

Com a continuidade das audiências das testemunhas de defesa na ação nesta quarta (20), a defesa de Lula deverá indicar a Moro o que pretende fazer –se insiste que Dilma e Gil sejam ouvidos ou se desiste das oitivas dos dois. 

Caso a defesa considere os depoimentos importantes para o processo, o juiz poderá, então, remarcar as audiências.

Para amanhã, estão marcados os depoimentos de diversos congressistas do PT e de outros partidos de esquerda e também do caseiro do sítio, Élcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona.

Nesta ação, Lula é réu pelos supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O MPF (Ministério Público Federal) denunciou o ex-presidente sob a acusação de ter recebido cerca de R$ 1 milhão em propinas por meio de reformas feitas na propriedade pelas construtoras Odebrecht, OAS e Schahin.

Moro aceitou a denúncia em agosto do ano passado, transformando Lula e mais 12 pessoas em rés no processo. A defesa do ex-presidente afirma que ele jamais pediu ou recebeu favorecimento ou vantagem indevida de qualquer empresa.

A propriedade pertence aos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna. No começo de 2016, pouco depois de a investigação vir a público, a assessoria de imprensa do Instituto Lula divulgou uma nota dizendo que o ex-presidente frequentava, "em dias de descanso, um sítio de propriedade de amigos da família na cidade de Atibaia".

O processo está na fase de depoimentos de testemunhas de defesa, que devem ser concluídos no fim de junho. Os interrogatórios dos réus ainda não foram marcados.

InfoJus BRASIL
Fonte: Notícias Uol

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