quinta-feira, 18 de julho de 2013

Polícia prende 13 suspeitos de tortura contra jovens no Paraná

Treze pessoas suspeitas de torturar quatro jovens para que confessassem o estupro e o assassinato de uma adolescente no Paraná foram detidas nesta quinta-feira (18).

Dos presos, nove são policiais civis, e estão numa cela especial na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Curitiba. Também estão detidos um policial militar, um guarda municipal, um auxiliar de carceragem e um preso acusados de participar das torturas.

Apenas um mandado de prisão, do delegado Silvan Rodney Pereira, responsável pelas primeiras investigações do caso, continua em aberto. Seu advogado, Claudio Dalledone Junior, diz que ele é inocente e irá se apresentar à polícia.

"Ele não torturou, não coadjuvou, não promoveu agressão nenhuma e quer mostrar isso. Não tem nada a temer e vai dar as explicações que são necessárias", disse Dalledone Junior, que pedirá a revogação do mandado de prisão.

Os 14 suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada ontem à noite pela Justiça do Estado em Colombo (região metropolitana de Curitiba).

Foi nesse município que ocorreu a morte de Tayná Adriane da Silva, 14, no final de junho. Na ocasião, quatro funcionários de um parque de diversões próximo à casa da adolescente, com idades entre 22 e 25 anos, foram detidos e, segundo a polícia, confessaram o crime.

Três dias após o indiciamento, um laudo de DNA apontou que o sêmen encontrado na garota não pertencia a nenhum deles. Nesse momento, surgiu a denúncia de tortura.

Exames físicos comprovaram que os quatro foram agredidos por policiais. Os rapazes disseram que foram espancados, empalados, asfixiados com sacos plásticos e eletrocutados. Segundo eles, as torturas duraram vários dias, mesmo após a confissão.

Os quatro foram soltos na última segunda-feira (15), após permanecerem 18 dias presos. Eles estão em local incerto, sob proteção federal para testemunhas, após pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

O Ministério Público diz que os indícios contra eles são "muito frágeis", mas ainda investiga se eles tiveram algum tipo de participação no crime.

Após as denúncias, novas investigações sobre a morte de Tayná foram instauradas e o caso recomeçou do zero. A polícia não tem divulgado informações sobre os suspeitos.
 
Fonte: Folha de S. Paulo

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