sábado, 24 de agosto de 2013

Após negociação, polícia retira manifestantes da Câmara de Niterói

Oficial de Justiça lê ordem para reintegração de posse da Câmara de Niterói na sexta-feira, 23/08/2013 - Divulgação

RIO - Quase 24 horas após a decisão judicial que determinava a reintegração de posse da Câmara dos Vereadores de Niterói, finalmente os manifestantes que ocupavam o local deixaram o prédio. A reintegração de posse foi determinada pela juíza da 6ª Vara Cível, Isabelle da Silva Scisinio Dias. Na sexta-feira, depois de aguardar até as 20h a chegada de reforço policial, o chefe dos oficiais de Justiça, João Pascoto Neto, foi embora sem conseguir cumprir a ordem judicial.

Mais cedo, a assessoria de imprensa da PM informou que a Justiça não determinou data para a reintegração, por isso eles aguardavam que parte dos manifestantes desocupasse a Câmara espontaneamente, para evitar confrontos. Após o anúncio de que os vereadores de Niterói iriam se reunir, na segunda-feira, com o procurador-geral da Casa, Gastão Menescal Carneiro Filho, policias militares foram até o prédio da Câmara para fazer a desocupação.Cerca de 30 manifestantes que ocupavam o prédio estão do lado de fora, nas escadarias, e um cordão de isolamento formado pela PM impede o acesso.

— Isso é um absurdo. Nunca vi algo parecido. O Legislativo de Niterói está paralisado há dias, completamente engessado, nada funciona, nem as comissões, nem as audiências, nem fiscalizações. E a polícia diz que não tem efetivo, que vai esperar um melhor momento. Vou conversar com o presidente da Câmara para levar o caso de volta à juíza — afirmou mais cedo Menescal.

Mais cedo, o estudante Matheus Godoy, uma das 35 pessoas que permaneciam na plenária da Câmara Municipal, afirmou que foram informados da decisão da Justiça por volta das 15h30 de sexta-feira, mas receberam a orientação do advogado para que continuassem no local até que a Polícia Militar chegasse para acatar a ordem de reintegração.

Na quinta-feira, os manifestantes desocuparam o plenário da casa, mas permaneceram dentro do prédio. Vereadores da oposição pediram que as sessões, interrompidas há duas semanas, fossem retomadas. Porém, um grupo de 12 vereadores da base governista decidiu que as sessões só voltarão a acontecer quando os manifestantes deixarem o prédio do Legislativo.

Na tarde de quarta-feira, vereadores em reunião privada decidiram, por unanimidade, rejeitar a pauta de reivindicações protocolada pelos manifestantes. O documento condicionava a liberação do plenário a não retirada das faixas de protesto do movimento. Além disso, exigia que os manifestos do grupo fossem lidos pelos vereadores antes da sessão legislativa, que trataria obrigatoriamente da CPI dos Desabrigados do Morro do Bumba.

Na segunda-feira, os servidores enviaram um ofício a Presidência da Câmara pedindo a suspensão dos trabalhos. Eles alegaram que a presença dos manifestantes causava insegurança ao trabalho dos servidores.

Fonte: O Globo

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