segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Categorias fazem lobby para a aprovação do uso de revólveres em serviço

 
Reajustes salariais, planos de carreira e redução de carga horária não são mais os únicos benefícios almejados por servidores públicos. O porte de armas entrou para a lista de pedidos feitos por diversas categorias do funcionalismo. A batalha para receber autorização para circular com uma arma causa sobrecarga no Congresso. Desde 2004, 88 projetos de lei que alteram o Estatuto do Desarmamento tramitaram no legislativo, 71 na Câmara dos Deputados e 17 no Senado Federal. A maioria dessas propostas prevê a concessão a categorias como agentes de trânsito, auditores fiscais, oficiais de Justiça, agentes socioeducativos, guardas prisonais e até advogados públicos.
Agentes de trânsito querem o direito de portar armas sob o argumento de que correm risco de agressão (Leonardo Carvalho/Esp. CB/D.A Press - 21/9/08)
Agentes de trânsito querem o direito de portar armas sob o argumento de que correm risco de agressão

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. Preocupado com o impacto que a ampliação da concessão de armas causaria na segurança pública, o governo monitora a tramitação de todos esses projetos no Congresso e se posiciona contrariamente a qualquer iniciativa de flexibilizar o Estatuto do Desarmamento. “Existe uma cultura de caráter corporativista que enxerga o porte de armas como um benefício. Mas, na maioria das vezes, essa reivindicação não é feita com base em dados que comprovem a necessidade”, comenta o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira.
 
Fonte: Correio Braziliense

2 comentários:

  1. É preciso união de todos os servidores para demonstrar a sociedade a hipocrisia do Ministério da Justiça, servidor público tem obrigações e em função delas sua integridade física corre risco e em função disso não pode ser visto como cidadão comum. Nosso problema tem que ganhar espaço na mídia televisiva, para que o hipócritas se movimentem.

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  2. Se não houver negociação junto ao Ministério da Justiça, não adianta aprovar o projeto no Congresso, pois será vetado pela presidente Dilma.

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