segunda-feira, 22 de abril de 2013

Juíza mantém júri de Bola; oficial de Justiça vai buscar testemunha que faltou

Marcos Aparecido dos Santos no Fórum de Contagem em novembro de 2012 Leo
Fontes / O Tempo / Arquivo: 06/11/2012

A juíza Marixa Rodrigues não acatou o pedido de adiamento do julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, feito pela defesa dele, mas ela decidiu que uma testemunha ausente arrolada pela defesa seja conduzida coercitivamente até o fórum de Contagem, em Minas Gerais, onde acontece o julgamento. 

Veja a cobertura completa do julgamento

Trata-se do jornalista José Cleves, que foi notificado, mas não apareceu. A ausência dele foi reclamada pelo advogado do réu, Ércio Quaresma. 

Essa testemunha foi absolvida pela Justiça recentemente, denunciada por ter matado a mulher, a partir do indiciamento feito pelo delegado Edson Moreira, o mesmo que presidiu o inquérito do caso Eliza Samudio e indiciou Bola. 

Com essa testemunha, a defesa de Bola vai defender a tese de perseguição. 

Um oficial de Justiça está se deslocando neste momento até Belo Horizonte para levar a testemunha sob coerção. A sessão continua com as preliminares, mas o conselho de sentença ainda não foi formado. 

Tão logo o oficial de Justiça comunicar à juíza que a testemunha foi encontrada, o ritmo normal será retomado. 

As demais alegações da defesa para adiar o julgamento não foram acatadas pela juíza. 

Bola foi denunciado por matar e ocultar o corpo de Eliza, a ex-amante do goleiro Bruno. Eliza foi morta em junho de 2010. O corpo dela nunca foi encontrado. Até agora, três réus foram condenados. O goleiro pegou 22 anos e três meses de prisão. Seu ex-secretário Luiz Henrique Romão, o Macarrão, 15 anos. Fernanda Castro, sua ex-namorada, seis anos em regime aberto. 

Dayanne Rodrigues, a ex-mulher, foi absolvida. Jorge Luiz Rosa, então adolescente, primo de Bruno, cumpriu medida socioeducativa 

PRÓS E CONTRAS
 
Segundo o Ministério Público, pesa contra Bola a revelação feita por Bruno de que fora ele o contratado por Macarrão para matar Eliza. 

Além disso, são muitos os telefonemas e mensagens trocados entre Bola e Macarrão na véspera, no dia e após o crime, como demonstrado na quebra de sigilo telefônico. 

Bola, que tem processo na corregedoria de polícia por suposta participação em grupo de extermínio, diz que as ligações eram para pedir um clube de futebol para o filho. 

A favor dele, disse o advogado Fernando Magalhães, pesa o fato de Macarrão ter dito que levou Eliza para morrer a mando de Bruno, mas que não viu o rosto do homem para quem a entregou. 

O promotor Henry Castro pediu nova investigação contra o policial aposentado José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, e poderá denunciá-lo. Seria outro ponto a favor. 

As investigações mostraram que Zezé trocou 37 telefonemas e mensagens com os principais personagens na época da morte de Eliza. Mas ele não foi indiciado. 

O promotor disse que Zezé sempre foi suspeito, mas que os indícios não eram suficientes. Um policial também é investigado. 

Para a defesa, se existe a possibilidade de novos réus, há dúvidas sobre a autoria. "A ideia é mostrar que a investigação é perniciosa." 

Depois de Bola, mais dois réus irão a julgamento, desta vez por sequestro e cárcere privado do filho de Bruno e Eliza. Elenilson Silva, foi caseiro do goleiro e Wemerson Souza, amigo. 

Eliza morreu por cobrar pensão para o filho que teve com o goleiro, que na época recebia R$ 300 mil por mês. 

Fonte: Folha Online

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