quinta-feira, 5 de julho de 2012

RIO GRANDE DO SUL: Servidores do Judiciário fazem manifestação na Capital


Trabalhadores estaduais estão em estado de greve e federais paralisam por 48 horas

Em frente à sede do Tribunal de Justiça, na avenida Borges de Medeiros, em Porto Alegre, servidores do Judiciário estadual realizaram na manhã desta quarta-feira mobilização a favor das reivindicações da categoria. Com carro de som, faixas e utilizando nariz de palhaço, os servidores, em estado de greve, pediram aumento para recompensar as perdas salariais, que chegam a 46,03%. Enquanto isso, a proposta do TJ é de apenas 6,1%. A concentração reuniu centenas de trabalhadores, muitos vindos do Interior do Estado. Ao todo, a categoria é formada por 8,7 mil servidores na ativa e 3 mil aposentados.

Além disso, os trabalhadores ressaltam a posição do tribunal em não aprovar a jornada de trabalho de sete horas, plano de carreira e calendário de recuperação das perdas salariais. Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (Sindjus/RS), Valter Assis Macedo, mais de 20 estados já adotaram o modelo de trabalho de 20 horas e ficou constatado que não há prejuízos financeiros à instituição. Além disso, ele lembrou que a proposta de plano de carreira apresentada pela administração do TJ não atende às reivindicações da categoria, que é de valorização dos profissionais. A expectativa é de que a direção do tribunal apresente nova proposta.

Os servidores questionam ainda o fato de que foram concedidos benefícios aos magistrados. Entre eles, estavam o auxílio moradia retroativo a 1994 para alguns integrantes; aumento no valor da substituição retroativo a 2009; e projetos que somam reajuste de 20% que estão em tramitação no Congresso Nacional. “Enquanto isso, a nossa categoria fica sem nada. É por isso que queremos que o governo negocie conosco também”, afirmou.

Outra manifestação foi promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS (Sintrajufe/RS), que deu início a uma greve de 48 horas nesta quarta-feira. A intenção é voltar as atenções para a Justiça Eleitoral, em função do final do prazo para o registro das candidaturas para as eleições municipais.

A categoria quer pressionar o governo federal a negociar reajuste salarial, que não ocorre desde 2006. O ato visa a garantir a aprovação do projeto, que está em análise na Câmara dos Deputados desde 2010, que equipara a remuneração dos servidores do Judiciário Federal da recebida por carreiras análogas.

Fonte: Correio do Povo

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