quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CSJT: O OFICIAL DE JUSTIÇA NO PROCESSO DA EXECUÇÃO


Escrito por jornalista Caroline P. Colombo
Qua, 16 de Novembro de 2011 15:13

Matéria especial, divulgada na sexta-feira (11) pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), trata do trabalho do Oficial de Justiça e dos riscos da profissão.

De acordo com o texto, “mesmo com tantas atribuições, há quem pense que ser oficial de Justiça é fácil. O sonho dos horários flexíveis e a falta de rotina atraem concurseiros em geral. Mas para o oficial de Justiça e coordenador de Mandados Judiciais do Foro de Brasília, Luiz Antônio dos Santos, é preciso ter muita dedicação e comprometimento para exercer a profissão com seriedade”.

Não é raro que esses profissionais sejam maltratados e, inclusive, recebam ameaças quando do cumprimento de seus deveres. "Já aconteceu do reclamado (réu no processo trabalhista) soltar o cachorro quando tentei falar com a pessoa que me atendeu. Por sorte fechei a porta na hora em que o bicho avançou em mim", conta Eliana Guimarães, oficiala de justiça do Foro de Brasília.

Para Luiz Antônio, o desgaste emocional de um oficial de Justiça é grande. Além desse fator de risco, há os percalços da profissão. "Há reclamados que se escondem e passamos dias realizando diligências infrutíferas. Isso exige muita paciência e preparo do oficial", explica o coordenador. Ele conta que o horário de trabalho de um oficial depende do horário em que os intimados estão em casa. "Se a pessoa que vai receber a ordem judicial sai às sete horas da manhã para o trabalho, estarei lá às seis, para me certificar de que ele está em casa e assim vai receber a ordem", afirma.

Mas nem só de dificuldades é a vida de um oficial. Há também os finais felizes. Luiz Antônio destaca um caso que chamou sua atenção. "Tivemos muita dificuldade de encontrar o reclamante (autor da ação), pois ele tinha vários homônimos. Com as investigações, soubemos que ele estivera muito doente, inclusive passando por internação. Depois de várias diligências mal sucedidas, nós o encontramos em Águas Lindas. Dissemos que ele tinha um valor a receber. O homem expressou um sorriso imenso", conta o oficial. "Fizemos o nosso trabalho com zelo, com dedicação. A causa desse rapaz estava tramitando desde 2006 e ele precisava muito daquele dinheiro", conclui com orgulho.

A Fenassojaf atua incansavelmente para que os Oficiais de Justiça tenham os direitos assegurados, principalmente, com relação à Aposentadoria Especial, isenção de IPI, dentre outros projetos que atingem diretamente o dia a dia da profissão.


Clique aqui e leia a matéria completa publicada na página do CSJT
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FENASSOJAF: TRABALHO PELO OFICIAL DE JUSTIÇA

Fonte: Fenassojaf 

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