quinta-feira, 28 de março de 2013

GREVE EM MINAS: Começam a aparecer as lúcidas exceções entre os magistrados

“Chega a ser risível a decisão do Desembargador Belizário”, critica o juiz Omar Gilson de Moura Luz

Como os servidores sempre têm destacado, os magistrados insensíveis às dificuldades vividas pelo funcionalismo do Poder Judiciário de Minas Gerais representam uma minoria na classe. Infelizmente, é dessa minoria que são tirados a maior parte para ocupar cargos administrativos ou de alto posto na estrutura do TJMG. A maioria dos magistrados reconhece as demandas dos servidores, suas péssimas condições de trabalho e a necessidade do Tribunal dar mais atenção aos reclames da categoria. É o caso, por exemplo, do Dr. Omar Gilson de Moura Luz, juiz da Vara Criminal da comarca de Viçosa. Em carta encaminhada ao corregedor geral de Justiça do estado, ele considera “ridícula” a remuneração dos servidores e que são péssimas as condições de trabalho oferecidas.

“Com todo respeito, chega a ser risível a decisão do Desembargador Belizário, porque não pode aquele que está vinculado a um tribunal – e, portanto, interessado na causa -, decidir questão afeta à instituição que integra”, critica o magistrado, referindo-se à liminar concedida pelo desembargador citado à Advocacia Geral do Estado (AGE) em Ação Civil Pública por meio da qual o órgão do governo do estado requer a arguição de ilegalidade da greve dos servidores da Justiça estadual e fixa multa de R$ 10 mil para cada um dos três sindicatos por cada dia não trabalhado durante o movimento paredista. “Então, se sob o aspecto moral o julgado está conspurcado, não deve ser cumprido, salvo se revisto perante quem absoluta isenção tenha. Em outras palavras, por outro órgão judiciário para que ganhe o sinete da lisura”, observa.

Clique AQUI para ler a carta do juiz de Viçosa.

Fonte: SINDOJUS/MG

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